Por quê? Acreditar que a visão de mundo das pessoas pode ser medida com a sua própria fita métrica. Estou oficialmente desistindo de qualquer possibilidade de continuar aberta a conhecer pessoas. Até agora tudo me leva a crer que nada do que eu tinha conhecimento a respeito dos homens é certeza absoluta ou mesmo que seja pra tudo há um limite de tempo. Minhas evidências serão explicadas brevemente a seguir num histórico pessoal de perfis masculinos.
Quando eu ainda era pré adolescente meu perfil era: insegura, gordinha e incerta de qualquer coisa relacionada a minha vida emocional e pessoal (porque da minha vida profissional tenho seguido meu próprio roteiro feito aos 10 anos de idade e tudo certo até agora tirando o dinheiro que eu realmente esperava ter com a conquista de meus objetivos). E eu atraía um tipo de homem específico os ômegas, aqueles que não se destacam em absolutamente nada, mas eu não cheguei a baixar o meu nível ao ponto de escolhê-los como primeiro passo na verdade fiz o contrário elevei uns níveis.
Aí chegou a fase da adolescência, emagreci uns 14 quilos nesse período e comecei a escolher com que sair, a princípio procurei o meu príncipe encantado e só achei "príncipes" bem mais velhos (de 4 a 12 anos que tinham mais maturidade e mais safadeza sobre as novinhas) do que eu que queriam relacionamento "sério" porque todos os garotos da minha idade queriam só pegação, era o início da era ficar. Mas esse príncipe se revelou um puto de um sapo chato pra caralho que não respeitava a minha liberdade de sair sozinha as vezes e terminei. Depois dele eu queria absolutamente todos os que eu achava interessante, fazia praticamente uma coleção de troféus humanos (o perfil desse tipo era basicamente o mesmo, dos que não queriam nada sério e não tinham critérios de escolha a não ser a aparência), mas nada de sexo por enquanto. Quando enfim meus pais se separaram eu saí dessa fase e procurei relacionamentos sérios novamente mas daí um outro perfil de homem surgiu na minha vida, os psicopatas, e além desses os nerds (porque estava bastante nerd nessa época) mas eu estúpida me atrai exatamente pelos psicopatas. Dois desses me tiraram a virgindade a força e depois disso fiquei bastante receosa a respeito de homens. Ainda no final da adolescência agora com um perfil bastante diferente vários bons pretendentes surgiram para tentar me tirar os traumas passados, mas nem conseguir falar deles eu conseguia. Aí eu cresci e fui morar em Brasília.
Quando cheguei em Brasília estranhei bastante a questão das amizades porque as pessoas são muito frias em relação aos mineiros. Mas quatro meses passados aqui em BSB resolvi sair pela primeira vez com uma colega de faculdade, a Luana, nesse dia muita coisa aconteceu pela primeira vez. Primeira vez que vi maconha,primeira vez que fui num show realmente grande, primeira vez que beijei de galera e foi nesse dia também que conheci meus primeiros dois namorados de Brasília, um depois o outro gente não foi seguido não. E foi então que fiquei encantada com os homens de Brasília, aqui conheci só príncipes e mesmo os que ficavam por uma noite comigo me tratavam muitíssimo bem. Essa leva de homens maravilhosos que tiraram os meus traumas emocionais durou até os meus 20 anos quando conheci o meu ex noivo que era mineiro.
Ele era exatamente do tipo príncipe mas ele foi o único homem da minha vida que me abandonou. E depois dele entrei numa crise tão grande que voltei a querer qualquer um que me oferecesse um pouco de felicidade momentânea e tivesse alguns dos meus pre requisitos. E novamente atraí o tipo que não queria nada com nada, só que adultos e normalmente com sexo dessa vez. Isso durou até eu encontrar um homem que me fez mudar de ideia sobre o que era o homem ideal porque ele era o homem ideal. Esse homem é meu companheiro por sete anos já e com ele tenho um relacionamento completo e maravilhoso. Só que quando eu o conheci ele era pick up artist e eu como ele diz sempre sou sedutora natural então decidimos abrir o relacionamento e nos enrolarmos temporariamente. Nessa abertura de relacionamento conheci pessoas incríveis mas que por algum motivo desapareciam depois de algum tempo. E isso me fez pensar que talvez eu tenha me equivocado e muito com os homens de Brasília. A parte gentil deles talvez se deva ao fato de que eles querem sexo e depois eles querem ir embora.
Será que os homens realmente são aquilo que falam deles? Será que eles só querem sexo e não pretendem manter nenhum vínculo com a mulher que eles comeram? Será que a estupidez é tão absurda que quando eles chegam ao ponto de conhecer a mulher que tem o que eles precisam eles decidem simplesmente ir embora sem nem ao menos manter um laço afetivo. E não me refiro aqui a namoro, relacionamento sério, casamento, ficante pode ser tudo isso inclusive ou pode ser uma simples amizade. Será que o tempo de experiência deles não traz o conhecimento de que pessoas raras devem ser mantidas na vida e não jogadas ao escanteio como qualquer uma? Talvez esse tempo todo eu tenha realmente sido demasiadamente estúpida, mas a esperança que ainda me resta ocupa grande parte do meu coração. Aquele que não falhou e permaneceu do meu lado é um em um milhão e voltar pra ele e somente ele talvez seja a coisa mais sábia a fazer na minha vida inteira.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
segunda-feira, 1 de junho de 2015
A um diamante
Sinto sua respiração em meu ouvido, o calor inunda meu pescoço e não consigo exatamente definir o sentimento por traz do ritmo enérgico de seu sopro. Quanto tempo se passou desde que te vi? Quando tempo se passou desde que estive aí dentro? Vasculhando esses mesmos pensamentos na universo da imaginação solitária. Indetectável o sentimento, mas não importa tanto, gosto da sensação do seu corpo, de seu pulso, de sua masculinidade feminina ao me tocar e a sussurrar vulgaridades nesses sopros quentes e intensos.
Eu permaneci calada em meu mundo e o pranto estava ali, mudo, intacto e volúvel como é de sua natureza. Eu tola sem nunca querer lembrar que sua presença era tão real como as marcas de minha mão. Tempo escuro, sem luz alguma a guiar as divagações que quebravam em minha superfície como as ondas da tormenta do mar de Atlântida que destruíam pouco a pouco a memória lendária de uma terra imaginária cheia de grandes sonhos e possibilidades. Terra esta que nunca esteve em nenhum outro lugar além do imaginário social que permeava a sua presença física e na verdade passava bem longe das lendas com seus grandes feitios.
A tropa de choque de meus bloqueios feriram esse senso comum de grandiosidade que me envolviam e me levaram para um poço sem água, sem nada e granito no chão. Só que eu não percebi que havia uma corda porque parei de sentir o calor do sol e o céu já não mais importava, olhei pra baixo e vi o inferno com cores que já não vira desde minha queda ao poço. E sem pensar duas vezes segui o dito popular e abracei o capeta com gosto e vontade de entrar naquele fogo maravilhoso que trazia consigo a dor e o prazer na mesma medida. Quem sou eu para me negar prazer? Demasiada humana, errante e ilusória para negar qualquer coisa maior e mais bela. Então descobri que a dor é bonita, que o pecado é cristão e pouco destrutivo em relação a incapacidade de agir e que o prazer é o que me faz humana, caso contrário eu não seria matéria.
Aí eu te vi, diamante esculpido no sangue e vi que entravas no mesmo trem que me levou ao poço, como eu poderia deixar isso acontecer? Ver outro pedaço de infinito se despedaçar sem enxergar que toda aquela dor era a ilusão de alma ferida açoitando as capacidades mais elementares de sua existência. E ao perceber os danos que a falta de amor fizeram a ele, diamante cuspido de um ventre, maltratado e perdido reconheci o meu lugar inútil diante dessa ousada tentativa. Um coração duro, sem expectativas, sonhos infantis e imagens lunares não poderia jamais ocupar o lugar de amada ainda mais na forma disforme que se encontrava sua superfície em relação ao que esta poderia adquirir. Mas eu não desistiria de você tão fácil.
Adentrei os espaços de sua mente, tudo me parecia bastante familiar e até levemente saudoso, os problemas familiares, o coração partido a incapacidade de levantar da cama, o desespero diante do desconhecido que atordoa a sua mente é te faz fugir desgovernadamente, a utopia. E coloquei você num comodo de meu peito como uma ave ferida e minha missão a partir desse momento era te ajudar a curar sua asa quebrada e te fazer voar novamente. O inesperado deja vu acontece novamente quando percebo que o inferno já te fez rei e que a dor e o prazer pra você tem a mesma importância que para mim. Ao perceber assumi meu posto bem guardado de demônio e devorei tudo o que podia de sua preciosa presença. E a junção dos sentires foi tanta que me nos elevamos.
Eu queria ter falado com você nessa noite porque você ainda não sabe, não sabe que eu ainda estava na escada e você me fez subir enquanto eu te puxava pra cima.Não sabe que eu chorei ao tocar novamente os sonhos perdidos e que minha vontade de escrever voltou, por sua causa. Eu posso ter o peito quebrado e um coração de pedra que não vai te considerar um amor, mas o seu amor que ainda vibra pelo mundo me levou para a superfície. Eu só tenho a agradecer a tamanha gentileza, de levar um demônio ao céu e oferecer a ele a escolha de estadia mas escolho o inferno porque no céu eu caio e no inferno eu tenho amigos.
Continuarei permanecendo viva enquanto você quiser, te levarei no inferno dos prazeres quando for de sua vontade, estarei do outro lado da linha quando seu coração for partido e serei guia no que precisar de condução. Minha gratidão é eterna e minha lealdade também. Você tem uma amiga e não espero nada em troca nem limite de tempo. A natureza é fluida e segue seu fluxo quando é necessário então se um dia for embora sem me avisar ainda restará a gratidão e quando tardar a partida a saudade. Mas se quiser fincar raízes, aqui tem terra profunda e profana pra vida inteira.
Eu permaneci calada em meu mundo e o pranto estava ali, mudo, intacto e volúvel como é de sua natureza. Eu tola sem nunca querer lembrar que sua presença era tão real como as marcas de minha mão. Tempo escuro, sem luz alguma a guiar as divagações que quebravam em minha superfície como as ondas da tormenta do mar de Atlântida que destruíam pouco a pouco a memória lendária de uma terra imaginária cheia de grandes sonhos e possibilidades. Terra esta que nunca esteve em nenhum outro lugar além do imaginário social que permeava a sua presença física e na verdade passava bem longe das lendas com seus grandes feitios.
A tropa de choque de meus bloqueios feriram esse senso comum de grandiosidade que me envolviam e me levaram para um poço sem água, sem nada e granito no chão. Só que eu não percebi que havia uma corda porque parei de sentir o calor do sol e o céu já não mais importava, olhei pra baixo e vi o inferno com cores que já não vira desde minha queda ao poço. E sem pensar duas vezes segui o dito popular e abracei o capeta com gosto e vontade de entrar naquele fogo maravilhoso que trazia consigo a dor e o prazer na mesma medida. Quem sou eu para me negar prazer? Demasiada humana, errante e ilusória para negar qualquer coisa maior e mais bela. Então descobri que a dor é bonita, que o pecado é cristão e pouco destrutivo em relação a incapacidade de agir e que o prazer é o que me faz humana, caso contrário eu não seria matéria.
Aí eu te vi, diamante esculpido no sangue e vi que entravas no mesmo trem que me levou ao poço, como eu poderia deixar isso acontecer? Ver outro pedaço de infinito se despedaçar sem enxergar que toda aquela dor era a ilusão de alma ferida açoitando as capacidades mais elementares de sua existência. E ao perceber os danos que a falta de amor fizeram a ele, diamante cuspido de um ventre, maltratado e perdido reconheci o meu lugar inútil diante dessa ousada tentativa. Um coração duro, sem expectativas, sonhos infantis e imagens lunares não poderia jamais ocupar o lugar de amada ainda mais na forma disforme que se encontrava sua superfície em relação ao que esta poderia adquirir. Mas eu não desistiria de você tão fácil.
Adentrei os espaços de sua mente, tudo me parecia bastante familiar e até levemente saudoso, os problemas familiares, o coração partido a incapacidade de levantar da cama, o desespero diante do desconhecido que atordoa a sua mente é te faz fugir desgovernadamente, a utopia. E coloquei você num comodo de meu peito como uma ave ferida e minha missão a partir desse momento era te ajudar a curar sua asa quebrada e te fazer voar novamente. O inesperado deja vu acontece novamente quando percebo que o inferno já te fez rei e que a dor e o prazer pra você tem a mesma importância que para mim. Ao perceber assumi meu posto bem guardado de demônio e devorei tudo o que podia de sua preciosa presença. E a junção dos sentires foi tanta que me nos elevamos.
Eu queria ter falado com você nessa noite porque você ainda não sabe, não sabe que eu ainda estava na escada e você me fez subir enquanto eu te puxava pra cima.Não sabe que eu chorei ao tocar novamente os sonhos perdidos e que minha vontade de escrever voltou, por sua causa. Eu posso ter o peito quebrado e um coração de pedra que não vai te considerar um amor, mas o seu amor que ainda vibra pelo mundo me levou para a superfície. Eu só tenho a agradecer a tamanha gentileza, de levar um demônio ao céu e oferecer a ele a escolha de estadia mas escolho o inferno porque no céu eu caio e no inferno eu tenho amigos.
Continuarei permanecendo viva enquanto você quiser, te levarei no inferno dos prazeres quando for de sua vontade, estarei do outro lado da linha quando seu coração for partido e serei guia no que precisar de condução. Minha gratidão é eterna e minha lealdade também. Você tem uma amiga e não espero nada em troca nem limite de tempo. A natureza é fluida e segue seu fluxo quando é necessário então se um dia for embora sem me avisar ainda restará a gratidão e quando tardar a partida a saudade. Mas se quiser fincar raízes, aqui tem terra profunda e profana pra vida inteira.
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